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26 de fev. de 2009

Nanorobôs para substituir o sangue humano

Nanorobôs para substituir o sangue humano
Redação do Site Inovação Tecnológica
20/08/2003



Em 1.962, o escritor de ficção científica Arthur Clarke previu a criação dos notebooks. A previsão tornou-se realidade pouco mais de 30 anos depois. É baseando-se nesse argumento que o cientista Robert A. Freitas Jr. afirma que "logo" será possível substituir inteiramente o sangue humano por nanorobôs, máquinas diminutas que ele chama de vacuólides.

A idéia surgiu em 1.996, quando o professor participou de uma lista de discussões da Universidade de Stanford (Estados Unidos). O então estudante Eric Reler lançou uma pergunta que poderia parecer ingênua ou mesmo sem sentido: "Que tal substituir o sangue por um complexo de robôs?". Mas a pergunta não soou sem sentido para o Dor. Robert, autor do livro Nanomedicina, cujo segundo volume está para chegar às livrarias. O livro é a primeira discussão aprofundada da aplicação da nanotecnologia, a ciência que habita o reino dos nanômetros (um nanômetro é igual a um bilionésimo de metro), no campo da medicina.

A primeira pergunta acerca de se substituir o sangue humano por 500 trilhões de nanorobôs é a mais simples possível: - Para quê? O professor não se intimida e enumera pelo menos nove razões que ele considera principais. Dentre elas estão:

eliminação de parasitas, bactérias, vírus e células cancerígenas
erradicação da maioria das doenças cardiovasculares, como a arteriosclerose
processamento mais rápido do oxigênio, aumentando a força e o vigor físicos
redução da suscetibilidade a agentes químicos e parasitas de todos os tipos, eliminando todos os tipos de alergias.

Segundo a visão do Dor. Robert, os vacuólides comporão um sistema robótico com fins medicinais capaz de duplicar todas as funções essenciais, termais e de transporte bioquímico, do sangue humano, incluindo a circulação de gases respiratórios, glucose, hormônios e componentes celulares. Os 500 trilhões de nanorobôs pesariam, juntos, cerca de 2 quilos, seriam construídos com materiais cristalinos parecidos com safira ou diamante e consumiriam entre 30 e 200 watts, dependendo do nível de atividade do indivíduo.

A condutividade termal da safira a coloca em vantagem em relação ao diamante. A construção dos nanorobôs deverá começar com uma placa desse material "esferóide", sobre a qual seriam construídos os nanorobôs. Esse material ainda não foi criado, mas o professor irá lançar um livro sobre ele em 2.004. Cada nano robô mediria um mícron quadrado de área, o que os tornaria adequados para passar pelos mais finos vasos capilares do corpo humano.

Àqueles que temem a nanotecnologia, o professor avisa que os nanorobôs não seriam auto-replicáveis, ou seja, não seriam capazes de construir outros robôs iguais a si mesmos. O sistema inteiro deveria ser construído fora do corpo humano e injetado em uma transfusão completa. A auto-replicação é um dos principais argumentos daqueles que temem que o homem perca um dia o controle da situação para as máquinas. Teoricamente, um nano robô, tão pequeno quanto algumas moléculas e capaz de manipular até mesmo átomos individuais, poderia criar outro igual a ele mesmo de qualquer material que encontrasse. No limite, todo o planeta seria transformado em nanorobôs.

O professor estima que será possível a construção de sistemas vacuólides dentro de 40 a 50 anos.

Acesso: 26/02/2009 Hora: 20:10

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